Tarcísio sai em defesa de Bolsonaro e diz que ex-presidente provará inocência

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JULIANA ARREGUY
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornar réu sob acusação de liderar uma trama golpista em 2022, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa de seu padrinho político, a quem chamou de “principal liderança política do Brasil”.

Diferentemente de Bolsonaro, que, após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), fez um discurso de mais de 50 minutos no qual promoveu ataques aos ministros do Supremo, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e às urnas eletrônicas, Tarcísio não fez acusações ou críticas às instituições ou mesmo ao processo eleitoral.

“Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil, e assim seguirá. Sabemos que esse não é o primeiro e não será o último desafio a ser enfrentado, mas sabemos também que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada”, escreveu Tarcísio no X e no Instagram.

Bolsonaro adotou um discurso de perseguição política para tirá-lo de cena antes das eleições de 2026 e impedi-lo de tentar se candidatar novamente à Presidência da República. Visto como um dos herdeiros políticos do ex-presidente, Tarcísio já admitiu a pessoas próximas que aceitaria concorrer ao Palácio do Planalto caso Bolsonaro concordasse com a ideia.

Na semana passada, o governador elogiou as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral em um evento na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Dias antes, havia participado de um ato bolsonarista no Rio de Janeiro ao lado de Bolsonaro. Na ocasião, criticou o TSE.

“Qual a razão de afastar Jair Bolsonaro das urnas? É medo de perder a eleição, e eles sabem que vão perder?”, afirmou o governador ao lado do ex-presidente.

Para o entorno de Bolsonaro, Tarcísio tem seguido agenda própria e já se apresenta como presidenciável, sinalizando apoio ao ex-presidente, mas sem enfrentamento direto com os outros Poderes.

Por isso, apesar dos acenos e da defesa pública, ele já estaria preparando o terreno para enfrentar o mínimo possível de resistência tanto entre aliados como entre adversários caso, de fato, saia candidato à Presidência.

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