Homem acusado de torturar gatos adotados é preso no DF

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Acusado de torturar gatos após adotá-los, o psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira (25). A prisão foi realizada através da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA/CEPEMA). O homem foi detido em Ceilândia.

Ele é suspeito de adotar pelo menos 15 gatos nos últimos meses e submetê-los a tortura e já havia sido indiciado por três crimes de maus-tratos, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão por cada infração. A prisão foi requerida no dia 14 de março.

O delegado Jonatas Silva, responsável pelo caso, explicou que o suspeito apresentava um padrão específico de adoção, escolhendo sempre gatos de pelagem tigrada. Ele utilizava um discurso protetivo e emotivo para convencer cuidadores e protetores a entregarem os animais. “Infelizmente, após a adoção, esses gatos simplesmente desapareciam”, afirmou Silva.

Áudios obtidos pela investigação revelam que o homem afirmava realizar experimentos com os animais adotados, o que pode ter resultado na morte de alguns deles. Em outra gravação, ele menciona ter passado por momentos de surto, nos quais teria abandonado dois dos felinos.

Durante as diligências, uma protetora conseguiu resgatar um dos gatos que estavam com o investigado. O animal foi encontrado com uma pata fraturada e passou por cirurgia. Em breve, ele estará disponível para uma adoção responsável.

No interrogatório realizado pela DRCA, o homem optou por permanecer em silêncio. A Polícia Civil continua reunindo provas e não descarta a possibilidade de que ele responda por outros crimes.

A reportagem também procurou uma especialista em psicologia para comentar o caso. A psicóloga clínica Laynara Celia Paiva analisou a situação e destacou que, apesar da gravidade do episódio, um diagnóstico de Transtorno da Personalidade Antissocial (TPA) não pode ser feito apenas com base nesse evento.

“Sobre a atitude do suspeito, é de grande revolta e tristeza. Ainda assim, é muito difícil concluir um diagnóstico de TPA apenas com esse episódio, apesar de ser gravíssimo. São diversos fatores que precisam ser levados em conta, como o histórico na infância e adolescência, tratamentos durante essa fase e vida adulta, além da conduta dessa pessoa perante a sociedade”, explicou.

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Crédito: PCDF

A especialista também ressalta que casos como esse, infelizmente, não são isolados e podem estar associados a traços psicopáticos. No entanto, há possibilidade de que o suspeito tenha um transtorno de conduta que, quando não tratado, pode evoluir para TPA.

O Jornal de Brasília entrou em contato com o Conselho Regional de Psicologia do DF para mais informações, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

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