Cris Dias dá show de representatividade no Paramount+ e escancara machismo no jornalismo esportivo: “É uma luta que não acabou!”

Com 20 anos de carreira e discurso afiado, a jornalista estreia nas transmissões da Libertadores e da Sul-Americana no streaming e desabafa sobre os desafios de ser mulher na cobertura esportiva.

Segura essa contratação de peso, Brasil! A jornalista Cris Dias é a nova estrela do Paramount+ e chega com tudo para comandar as transmissões AO VIVO dos jogos da Conmebol Libertadores e Sul-Americana. Ao lado de feras como Nivaldo Prieto, PVC e Alê Xavier, Cris promete não só informação e competência, mas também MUITA representatividade — algo que ela defende com unhas, microfone e coração!

Com mais de duas décadas de carreira, a ex-Globo, ex-CNN Brasil, ex-CazéTV (sim, ela já passou por tudo!), não alivia ao falar do que sempre existiu nos bastidores do jornalismo esportivo: o bom e velho machismo estrutural. Em entrevista ao Notícias da TV, ela escancara:
“Temos que estar sempre vigilantes. Já vem de uma estrutura patriarcal toda essa questão do machismo, e sendo estrutural ela permeia todas as áreas e segmentos da sociedade. No Jornalismo Esportivo não é diferente.”

E tem mais! Cris faz um retorno sincerão à própria trajetória e reconhece que, no início da carreira, nem percebia as injustiças:
“No início, quando eu entrei, tinha pouquíssimas mulheres na reportagem, na apresentação… Mas a gente não percebia. Ganhamos menos, trabalhamos mais, é sempre muito desgastante ser mulher no mercado de trabalho. Só que eu não percebia. Com 20 anos eu não percebia, e agora, com quase 45 anos, eu vejo.”

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A jornalista também bate forte na tecla da representatividade:
“Mulher quer ver mulher jogar futebol, quer ver mulher falando. Quero bater bola com os meninos também, eu quero vê-los falar. Mas a questão é a mulher se ver no universo esportivo, no qual ela quiser pertencer.”

E se você ainda acha que mulher no esporte é só exceção, segura esse orgulho dela:
“É uma luta que não acabou e não vai acabar, porque historicamente começamos tudo muito tarde. Evoluímos rápido, e é um orgulho que eu sinto em ver que hoje as mulheres estão espalhadas em grande quantidade na minha área do Jornalismo Esportivo.”

E sabe aquele papo de rivalidade feminina? Esquece! Cris conta que hoje o clima é outro:
“Não tem isso de competição, que antes acirravam. Uma ajuda a outra mesmo. Eu amo trabalhar com mulheres e quero cada vez mais.”

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Depois de 15 anos brilhando na TV aberta, a transição para o universo digital foi um baita desafio — e também uma descoberta de si mesma:
“Depois do susto inicial de ter ficado 15 anos no linear, eu me entendi como marca e vi o leque infinito de possibilidades. Isso vem muito ao encontro da minha essência.”

Agora, no comando das transmissões de mais de 140 jogos da Libertadores e da Sul-Americana em 2025 pelo Paramount+, Cris não só marca presença como mostra que lugar de mulher é ONDE ELA QUISER — inclusive na cabine, no campo e na linha de frente do futebol sul-americano! 

Avisa que ela chegou — e chegou pra dominar!

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