IA cria nova geração de ricaços; veja quem virou bilionário no último ano

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São Paulo, 04 – A corrida pela inteligência artificial (IA) tem redefinido o perfil dos bilionários globais. Impulsionado por investimentos e altas valorizações, o setor tecnológico foi responsável por 46 novas fortunas bilionárias no ranking da Forbes no último ano, somando US$ 600 bilhões em patrimônio. O crescimento acelerado de startups e a aposta em aplicações comerciais de IA levaram empresários, investidores e desenvolvedores ao clube dos super-ricos.

O fenômeno é liderado por empresas que fornecem infraestrutura computacional e soluções baseadas em IA. A CoreWeave, por exemplo, viu sua avaliação saltar para US$ 23 bilhões após abrir capital em março. Startups como a DeepSeek, de Liang Wenfeng, e a Anthropic, criada por ex-funcionários da OpenAI, também tiveram valorizações bilionárias. Enquanto isso, o mercado de IA generativa impulsionou executivos de grandes empresas, como Sundar Pichai, CEO do Google, para a lista de bilionários.

Além das big techs e das startups, investidores de risco e empreendedores de setores diversos também se beneficiaram da onda de IA. O crescimento de aplicações militares, plataformas de aprendizado e até jogos eletrônicos garantiu a ascensão de nomes como Joe Lonsdale, da Palantir e Anduril, e Yao Runhao, do estúdio Paper Games. Veja quem são os principais novos bilionários desse movimento, de acordo com a lista dos bilionários da tecnologia 2025 da Forbes.

Liang Wenfeng

Fundador da DeepSeek, Wenfeng entrou para o clube dos bilionários após o lançamento do modelo de raciocínio R1, que promete desempenho semelhante ao dos líderes do setor por um custo menor. Seu patrimônio está estimado em US$ 1 bilhão.

Sundar Pichai

O CEO do Google entrou na lista de bilionários pela primeira vez após a valorização das ações da Alphabet, impulsionada pelo lançamento do modelo de IA Gemini 2.0. Seu patrimônio líquido agora é estimado em US$ 1,1 bilhão.

Luis von Ahn e Severin Hacker

Fundadores do Duolingo, von Ahn e Hacker transformaram o aplicativo de aprendizado de idiomas em um sucesso global. Com mais de 100 milhões de usuários mensais e forte aposta em IA, ambos atingiram um patrimônio de US$ 1,1 bilhão.

Dario Amodei

Com um patrimônio de US$ 1,2 bilhão, o ex-executivo da OpenAI, Dario Amodei cofundou a Anthropic em 2021 e, em março deste ano, a startup captou US$ 3,5 bilhões. A empresa, avaliada em US$ 61,5 bilhões, foi fundada pelos dissidentes da OpenAI, Dario Amodei e Daniela Amodei, além de Tom Brown, Jack Clark, Jared Kaplan, Sam McCandlish e Christopher Olah. A startup, criadora do modelo de IA Claude, se posiciona como uma das principais concorrentes da OpenAI.

Yao Runhao

Criador do simulador de namoro com IA Love and Deepspace, Runhao alcançou um patrimônio de US$ 1,3 bilhão após o sucesso do jogo, que responde por mais de 80% da receita de sua empresa, a Paper Games. O título se tornou um fenômeno na China desde seu lançamento, em 2024.

Phil Shawe

Criador da empresa de serviços de tradução TransPerfect, Shawe viu seu patrimônio atingir US$ 1,8 bilhão com a crescente adoção da IA em tradução automática. A empresa, que fatura mais de US$ 1 bilhão por ano, tem entre seus clientes a Microsoft e o Departamento de Justiça dos EUA.

Joe Lonsdale

Cofundador da Palantir, empresa de software, Lonsdale acumulou riqueza à medida que as ações da empresa de análise de dados dispararam 225% no último ano. Além disso, suas participações na Anduril, empresa de defesa em negociação para uma nova rodada de investimentos, ajudaram a consolidar sua fortuna em US$ 2 bilhões.

Alexandr Wang

O mais jovem bilionário autônomo do mundo, aos 28 anos, Wang é fundador da Scale AI, especializada em anotação de dados para empresas como OpenAI e Google. Após captar US$ 1 bilhão em 2024, sua startup alcançou uma avaliação de quase US$ 14 bilhões, garantindo a ele um patrimônio de US$ 2 bilhões.

Michael Intrator, Brian Venturo, Brannin McBee e Jack Cogen

Os quatro cofundadores da CoreWeave acumularam fortunas após transformarem a empresa em uma gigante da computação em nuvem. A startup, que começou minerando criptomoedas, agora vende poder computacional para gigantes como a Microsoft. Intrator lidera o grupo, com um patrimônio estimado em US$ 3,1 bilhões.

Estadão Conteúdo

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