Lula enfrenta forte desaprovação em Minas, colégio eleitoral que costuma definir eleições

Em meio a notícias sobre a queda da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo enfrenta forte rejeição em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País e que tem fama de decidir as eleições presidenciais. No período pós-redemocratização, ninguém venceu as eleições ao Planalto sem ganhar no Estado.

De acordo com dados do instituto Paraná Pesquisas divulgados nesta quarta-feira, 2, a administração do petista é rejeitada por 56,6% em Minas, e aprovada por 39,3%. Os que não souberam ou não opinaram são 4,1%.

Segundo os números, o conceito mais citado pelos eleitores quando questionados sobre a administração é de que ela é “péssima”. Foram 39,5% os que citaram essa avaliação. Além disso, outros 10,3% apontaram que a gestão é ruim, totalizando 49,8% de avaliação negativa. Enquanto isso, são 22,3% os que apontam que a gestão é regular. A administração é considerada boa por 18,7% e ótima por 7,7%, totalizando uma avaliação positiva de 26,4%. Os que não souberam ou não opinaram são 1,4%

O Paraná Pesquisas também levantou alguns cenários para a disputa presidencial em Minas Gerais em 2026. No primeiro cenário estimulado testado, Jair Bolsonaro, que está inelegível por duas decisões do TSE, aparece à frente, com 33,3%, seguido por Lula, que alcançaria 28,6% no Estado. Na sequência aparece o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), que teria 16,1%. Completam a lista: Ciro Gomes (PDT), com 6,7%; Eduardo Leite (PSDB), com 2,6%; Ronaldo Caiado (União Brasil), com 2,2%; e Helder Barbalho, com 0,2%. Os que declararam voto em branco ou nulo ou que dizem que não votariam em ninguém são 6%. Os que não souberam ou não opinaram são 4,3%.

Em um cenário em que o ex-presidente seria substituído pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece à frente em Minas, com 29,2%, seguido por Zema, que teria 23,5%. Michelle teria 19,7%. Ciro Gomes (7,7%), Ronaldo Caiado (4%), Eduardo Leite (2,9%) e Helder Barbalho (0,4%), completam a lista.

Quando o nome do bolsonarismo é Tarcísio de Freitas, Lula teria 29,3%, Zema somaria 26,6% em seu Estado e Tarcísio alcançaria 14,6%. Ciro teria 8,2%; Caiado, 3,6%; Eduardo Leite, 2,8% e Barbalho, 0,2%.

Em um último cenário, em que Ratinho Júnior concorre, é Zema quem lidera, com 32,8%, contra 28,5%. Neste caso, Ciro teria 8,4%; o governador do Paraná apareceria com 6,3%, Caiado teria 5,2%; Leite teria 3% e Barbalho soma 0,4%.

O Paraná Pesquisas ouviu 1.660 eleitores em 70 municípios mineiros. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Estadão Conteúdo

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