Polícia indicia e pede prisão de PM que atirou contra estudante e motociclista no Rio

estudante de jornalismo

BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A Polícia Civil indiciou e pediu a prisão do policial militar aposentado Carlos Alberto de Jesus sob a suspeita de tentativa de homicídio contra o estudante universitário Igor Melo de Carvalho e o motociclista Thiago Marques Gonçalves, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro.

Josilene da Silva Souza, mulher de Carlos Alberto, que acusou a dupla de roubar seu celular, foi indiciada sob suspeita de falso testemunho. O crime, ocorrido na madrugada de 24 de fevereiro, está sob investigação da 22ª DP (Penha). A defesa dos dois não foi localizada pela reportagem.

Nesta quinta-feira (27), em nota, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que “a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Penha e Irajá ainda não recebeu a representação da prisão”.

Igor foi baleado por Carlos Alberto e, junto com Thiago, preso em flagrante sob suspeita de roubo. Após protestos de familiares e a divulgação de imagens que mostravam Igor trabalhando no momento do assalto, a Promotoria arquivou a acusação e solicitou a libertação de ambos na audiência de custódia.

Na ocasião, a mulher de Igor, Marina Moura, compartilhou que o marido passou por uma cirurgia e perdeu o rim.

Carlos Alberto atirou contra a moto onde estava Igor após ser informado de que os dois seriam os supostos ladrões do celular de Josilene. As vítimas não esboçaram reação antes dos disparos. O policial foi indiciado sob a suspeita de tentativa de homicídio.

A investigação concluiu que Josilene foi vítima de um roubo cometido por dois criminosos. A acusação dela contra Igor e Thiago foi considerada inconsequente pela polícia, levando ao seu indiciamento sob a suspeita de falso testemunho.

A Corregedoria da Polícia Militar também investiga a conduta do policial. Além das acusações contra Carlos Alberto, a corporação também apura o fato de que, ao ser informado sobre o assalto, ele não acionou o 190 e tentou prender os supostos autores por conta própria.

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