Líder de grupo responsável por invadir sistemas governamentais é preso pela PCDF

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Um dos líderes de grupo responsável pelo desenvolvimento de aplicativos que permitiam invasões em sistemas governamentais, foi preso temporariamente, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), durante a segunda fase da Operação DarkCode. Conhecido no submundo digital pelo codinome “CODE”, o jovem de 22 anos, foi preso na cidade de Três Passos/RS.

Segundo as investigações, o grupo operava um sofisticado esquema por meio da plataforma denominada “MaxBuscas”, que disponibilizava mais de 70 painéis de pesquisa contendo dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas. “CODE” era o principal desenvolvedor dos aplicativos ilegais que automatizavam o processo de invasão e extração de dados de sistemas governamentais protegidos.

Projetados especificamente para burlar mecanismos de segurança e operar nas sombras da internet, os aplicativos dificultavam ainda, o rastreamento pelas autoridades. A plataforma dava acesso ilegal a bancos de dados de diversos órgãos governamentais, comprometendo a segurança das informações e expondo dados sensíveis de cidadãos.

De acordo com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a organização criminosa possuía uma estrutura hierarquizada que incluía administradores, fornecedores, revendedores, prepostos e clientes.

Durante a prisão do jovem, a polícia apreendeu computadores, aparelhos celulares e grande quantia em dinheiro. Além disso, seu veículo foi sequestrado e suas contas bancárias foram bloqueadas por determinação judicial. A operação contou com o apoio da Direção de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS).

O investigado responderá pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e invasão de dispositivo informático. Considerando a soma das penas máximas previstas para estes crimes, o investigado pode enfrentar até 24 anos de reclusão, além de multa.

Primeira fase da Operação

Na primeira fase da operação, denominada DarkCode, foram cumpridos mandados de prisão temporária contra três pessoas nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

De acordo com a PCDF, os administradores da plataforma ilegal foram localizados e presos em uma praia privativa no litoral de Santa Catarina, onde mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada.

Durante a ação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e veículos de luxo, além do bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados. A justiça também determinou a suspensão da plataforma e o bloqueio dos domínios relacionados.

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Em decorrências das duas fases da Operação, já foram apreendidos dois veículos de alto valor, uma casa de luxo e ativos financeiros num valor que supera R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).

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