Polícia Civil investiga furtos de artes sacras em igrejas da Grande São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A denúncia de furtos de objetos litúrgicos, como cruzes e castiçais, da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, na região central de São Paulo, levou a Polícia Civil a identificar um possível esquema ilegal de receptação e negociação de arte sacra na capital.

Após análise de câmeras de segurança da paróquia, a polícia identificou o principal suspeito, um prestador de serviços que decorava o altar nos dias de missas e celebrações. Nas imagens, ele entra em uma sala da igreja de mãos vazias e sai carregando objetos cobertos por um pano. Na sequência, ele os coloca no porta-malas do carro.

Com um mandado de busca e apreensão, os agentes do 1º Distrito Policial (Sé) foram até o apartamento do suspeito, em Higienópolis, também na região central da cidade, onde localizaram cerca de 20 quadros de artes religiosas, três telas retiradas das molduras, castiçais, imagens de santos, crucifixos, livros antigos e outros objetos.

Em depoimento, o homem afirmou que parte das obras ele havia recebido de herança e a outra, teria comprado em uma feira de antiguidades.

No entanto, segundo reportagem da TV Globo, ele havia reconhecido o furto e devolvido à igreja um crucifixo feito em prata maciça, que era tombado pelo patrimônio histórico, devido ao seu alto valor histórico.

Com a autorização da quebra do sigilo telefônico pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nesta quinta (27), a polícia verificou que o suspeito havia feito ligações telefônicas para possíveis compradores.

“O suspeito, que atua na reforma e construção de altares em igrejas de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi detido e encaminhado ao 1º DP, onde prestou depoimento e foi liberado. Os investigadores apuram se ele é o responsável pelos furtos”, diz a SSP (Secretaria de Segurança Pública), em nota.

Os policiais também investigam se as peças encontradas no apartamento pertencem a outras igrejas da Grande São Paulo. Funcionários da Igreja da Ordem Terceira do Carmo vão à delegacia para ver se há mais peças da paróquia entre as apreensões.

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