Taxistas de Congonhas protestam contra entrada de empresa investigada pela Prefeitura de SP


Grupo realizou ato em frente à prefeitura, no Viaduto do Chá. Empresa Mobicom é investigada por comercializar as vagas no terminal para outros taxistas da cidade, o que é proibido por lei. Taxistas contra a entrada da Mobicom-SP para administrar terminal do Aeroporto de Congonhas.
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Um grupo de taxistas que atua no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, fez um protesto nesta quarta-feira (26) em frente à Prefeitura de São Paulo contra a entrada de uma nova empresa para operar no terminal.
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Conforme o g1 publicou, a empresa, chamada Mobicom-SP, ganhou 15 vagas do Departamento de Transportes Públicos (DTP) para atuar no aeroporto num processo sem chamamento público e crivado de suspeitas.
Depois, ela passou a ser investigada por uma sindicância dentro do próprio DTP por comercializar as vagas no terminal para outros taxistas da cidade, o que é proibido por lei.
Um dos representantes da empresa disse ao g1 que a Mobicom-SP estava credenciando interessados nas vagas mediante o pagamento de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil.
Ainda nesta manhã, a Secretaria de Transportes fez uma reunião entre as partes para tentar um acordo.
Procurada, a Prefeitura de SP não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem sobre o protesto nem informado o resultado da reunião.
Empresa que ganhou operação de vagas de táxi em Congonhas comercializa espaço irregularmente
Na semana passada, os taxistas fizeram outro protesto e não deixaram que a CET pintasse as novas vagas da empresa no aeroporto. Eles já tinham impedido que os funcionários da gestão Ricardo Nunes (MDB) fizessem qualquer tipo de intervenção no espaço.
O protesto só cessou depois que Nunes foi acionado e determinou a retirada das equipes da CET do local até que um acordo sobre a instalação da Mobicom-SP aconteça ou que a sindicância interna da prefeitura seja concluída.
Taxistas fazem protesto no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de SP, contra pintura de vagas de nova empresa.
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Em nota na semana passada, a prefeitura informou que a apuração sobre as acusações feitas contra a Mobcom-SP estão em andamento e podem levar a punições, como o seu descredenciamento.
Segundo o DTP, “a aprovação do novo ponto teve como objetivo ampliar a oferta de táxis no aeroporto, um pedido da própria concessionária que administra o local, visto que há momentos específicos em que o número de táxis não é suficiente para atendimento da demanda”.
Também em nota, a Aena, concessionária do aeroporto, informou que a redistribuição das vagas no local “faz parte de um projeto amplo de melhoria na mobilidade, com o objetivo de otimizar o embarque de passageiros em táxis e carros de aplicativos”.
A concessionária explicou que “solicitou à Prefeitura aumento na frota de táxis que servem o Aeroporto de Congonhas para ocupar as vagas já existentes que eventualmente ficam vazias em determinados horários. A Aena nunca solicitou aumento na quantidade de vagas de paradas de táxi”.
O g1 tentou contato com a Mobicom-SP, mas sem sucesso.
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