Pastor que confessou homicídio de menina de 13 anos na Grande BH é indiciado por três crimes

pastor mata menina

ARTUR BÚRIGO
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS)

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o pastor João das Graças, 54, como responsável pela morte da adolescente Stefany Vitória Teixeira Ferreira, 13, em Ribeirão das Neves, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a polícia, o suspeito confessou o crime no último dia 11 e levou os investigadores até o corpo da vítima, que estava desaparecida desde o dia 9.

Em contato com os agentes no momento da prisão, ele afirmou que matou a vítima após ela ter dado um tapa nele, mas, ao prestar depoimento, se manteve em silêncio.

Procurados na tarde desta terça-feira (25), os advogados de João das Graças não retornaram às tentativas de contato da reportagem até a publicação.

Na conclusão do inquérito, nesta terça, a delegacia especializada em homicídios de Ribeirão das Neves indiciou o pastor sob suspeita de crimes de feminicídio, homicídio e ocultação de cadáver, em uma pena que pode chegar a até 50 anos de prisão, na avaliação do delegado Marcos Rios.

O documento foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá pela apresentação ou não da denúncia.

A Polícia Civil também divulgou imagens de câmeras de segurança que mostram o carro do pastor dando a volta na rua para seguir a adolescente, que caminhava até a casa de uma amiga antes de desaparecer (veja acima).

A ausência de outras provas e o silêncio do suspeito nos depoimentos impedem os investigadores de concluírem de que forma a menina teria entrado no veículo do pastor, afirmou o delegado.

“Mas nós podemos estabelecer uma série de possibilidades. Ela era uma pessoa próxima dele e tinha uma relação de confiança da época em que ele mantinha a igreja. Ele pode ter oferecido uma carona ou ter convencido ela a entrar no veículo por meio de algum outro subterfúgio”, disse o delegado.

A Polícia Civil não conseguiu, durante o inquérito, determinar se houve abuso sexual da adolescente por parte do pastor. O delegado afirmou que os exames periciais não foram concluídos e que a Polícia Civil precisava entregar o relatório de indiciamento em até dez dias a partir da prisão do suspeito.

“Foi encontrado com ele no dia da prisão um medicamento para disfunção erétil. Nos faz entender que as intenções do investigado, provavelmente, eram das piores em relação a Stefany. Uma vez que é relatado nos autos que a relação conjugal dele estava desfeita e não haveria outra explicação para estar portando esse medicamento”, afirmou Reis.

No momento da prisão, o pastor negou aos policiais que tenha abusado da vítima.

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