Ação em Caracaraí mira grileiros e desmatamento ilegal

A operação foi entre a Polícia Civil de Roraima, em parceria com a Polícia Militar e Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Foto: Ascom/PCRR)

Com o objetivo de combater crimes ambientais e de esbulho possessório, foi realizada uma operação integrada na região do Itã, no município de Caracaraí, nessa segunda-feira, 24. Durante a ação, foram identificados responsáveis pelo desmatamento ilegal de 82,27 hectares de área protegida, além da construção clandestina de estradas e ocupação irregular de terras.

A operação foi entre a Polícia Civil de Roraima, em parceria com a Polícia Militar e Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh).

A investigação revelou que os três principais suspeitos da operação são grileiros já conhecidos, que atuam na invasão de terras e no desmatamento para posterior ocupação ilegal.

“Identificamos os mandantes da devastação e já temos provas testemunhais e materiais que os vinculam aos crimes”, afirmou o delegado titular de Caracaraí, Bruno Gabriel, que coordenou a operação.

Segundo o delegado, os investigados utilizaram tratores e outros maquinários pesados para derrubar a vegetação e abrir cerca de 5 km de estradas, removendo os equipamentos antes da chegada das equipes.

“Levantamos as características do maquinário, mas eles o retiraram no final de semana. É uma questão de tempo até conseguirmos apreender”, disse Bruno Gabriel.

APREENSÕES E MEDIDAS LEGAIS

Ainda segundo o delegado, durante a operação, foram encontradas cápsulas deflagradas, indicando possível uso de armas de fogo na área. A Femarh aplicou multas aos responsáveis pelo desmatamento e segue com o levantamento técnico da devastação. A equipe de peritos criminais do ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida) também foi acionada para mensurar a extensão dos danos ambientais e elaborar um memorial descritivo da área afetada.

“A investigação está no início, mas já temos materialidade e autoria bem definidas. Os três principais investigados foram identificados e vinculados aos crimes. No momento oportuno, poderemos solicitar medidas como sequestro de bens para garantir o ressarcimento ao dano ambiental”, explicou o delegado.

PRÓXIMOS PASSOS DA INVESTIGAÇÃO

Ainda segundo Bruno Gabriel, a Polícia Civil seguirá com diligências para identificar outros locais de atuação dos grileiros, além de aprofundar as provas contra os envolvidos.

“Se hoje tivéssemos que indiciar, já teríamos elementos suficientes para enquadrar os principais suspeitos. Mas queremos uma investigação mais abrangente, que leve à responsabilização completa de todos os envolvidos”, destacou Bruno Gabriel.

Novas operações, ainda segundo o delegado, estão previstas para os próximos meses.

“As forças de segurança e órgãos ambientais estão unidas para combater a grilagem, e os crimes ambientais no estado”, finalizou.

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