Chefe do Pentágono visitará Panamá na semana que vem

pete hegseth

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajará ao Panamá na semana que vem, anunciou o Pentágono nesta sexta-feira (4), em meio a uma disputa entre Pequim e Washington pelo controle da importante via interoceânica do país latino-americano.

O presidente Donald Trump ameaçou recentemente “recuperar” o canal, que foi construído pelos Estados Unidos e permaneceu sob sua soberania até 1999, quando o Panamá assumiu o controle conforme um acordo assinado em 1977.

Estados Unidos e China são os dois principais usuários dessa via, que conecta os oceanos Pacífico e Atlântico e por onde passa cerca de 5% do comércio marítimo global.

Trump acusa Pequim de exercer influência indevida sobre o canal.

Recentemente, a gigante de Hong Kong CK Hutchison chegou a um acordo preliminar para vender os portos que controla nas entradas da rota a um consórcio americano. No entanto, as autoridades chinesas se mostraram insatisfeitas e adiaram a assinatura da “documentação definitiva”, que estava prevista para 2 de abril.

A visita de Pete Hegseth, portanto, ocorre em um ambiente de tensão.

“Ele partirá no início da próxima semana para uma viagem à Cidade do Panamá” para participar da Conferência de Segurança Centro-Americana 2025 (Centsec), afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado.

“Ele se reunirá com altos funcionários civis, militares e de segurança dos países parceiros em uma série de encontros bilaterais que reforçarão os esforços em curso para fortalecer nossas alianças com o Panamá e outras nações centro-americanas”, acrescentou.

O objetivo, segundo ele, é garantir um continente “pacífico e seguro”.

Os Estados Unidos invadiram o Panamá em 1989 para capturar o ditador Manuel Antonio Noriega, acusado de envolvimento com o narcotráfico, mas começaram a retirar suas bases militares do país em 1994.

Antes de entregar o canal, Washington propôs instalar no Panamá um “Centro Multilateral Antidrogas”, com navios e aeronaves para patrulhamento marítimo, mas o governo panamenho da época rejeitou a proposta.

© Agence France-Presse

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