Chefe e 3 servidores do Dnit no Tocantins são afastados durante apurações sobre queda de ponte

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro do Transportes, Renan Filho, afastou o superintendente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Tocantins, Renan Bezerra de Melo Pereira, do cargo durante as investigações sobre o desabamento da ponte JK, na divisa entre o estado e o Maranhão.

O ato foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (17) e vale por até 60 dias, prorrogável por igual período.

A queda da ponte ocorreu no dia 22 de dezembro, matando ao menos 14 pessoas.

Foi também publicado no DOU desta sexta, em portaria assinada pelo diretor-geral do Dnit, Fabrício de Oliveira Galvão, o afastamento de três servidores do órgão no Tocantins por 60 dias, prorrogáveis por igual período, incluindo o responsável pelo serviço de manutenção.

A ponte liga os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), cruzando o rio Tocantins, e faz parte da rodovia BR-226, um dos trechos da Belém-Brasília. O desabamento aconteceu por volta de 14h50 e atingiu o vão central da estrutura, que tem 533 metros de extensão.

O vão central da construção cedeu derrubando pelo menos dez veículos, incluindo três caminhões transportando cerca de 25 mil litros de agrotóxicos e 76 toneladas de ácido sulfúrico.

De acordo com o Ministério dos Transportes, a ponte inaugurada em 1961 “já não atendia ao aumento do fluxo de veículos e de carga transportada pelo eixo”.

A Polícia Federal abriu investigação para apurar as responsabilidades pela queda da estrutura. O Dnit também instaurou uma sindicância para apurar as responsabilidades sobre o desabamento. A comissão tem 120 dias para apresentar os resultados da apuração.

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